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O PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) chegou próximo ao teto na noite desta quarta-feira (4), quando atingiu R$ 1,557,92/MWh (megawatt/hora) em todos os submercados, conforme dados disponibilizados pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia). O valor máximo possível é de R$ 1.611/MWh.  Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o CMO (Custo Marginal de Operação) deve chegar a R$ 4.870/MWh entre 21h e 21h30. Isso se deve a uma previsão de aumento de carga, da ordem de 1,3 GW (gigawatts), devido à elevação de temperatura, ao mesmo tempo que há uma redução da geração eólica, em torno de 2,9 GW, em comparação ao mesmo horário da noite anterior.

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Por Leticia Fucuchima SÃO PAULO, 4 Fev (Reuters) – Projetos de data centers que somam cerca de 7 gigawatts (GW) de capacidade tiveram pedidos de ‍conexão à rede elétrica nacional formalizados ao ‌Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), após o governo ter editado um decreto alterando a sistemática para que grandes consumidores e geradores acessem a transmissão de energia. Na ​lista de aprovações, ​divulgada pelo órgão ⁠nesta semana, constam empreendimentos de provedoras de infraestrutura ‍do setor, como a Odata, cuja dona ⁠Aligned Data Centers foi comprada pela BlackRock e um grupo apoiado por Nvidia, e a Ascenty, controlada por Brookfield e ⁠Digital Realty. Também aparecem projetos de data centers em ​nome de companhias elétricas, como Axia, Serena, e Atlas Brasil, da gestora global GIP. A conexão à rede elétrica é um elemento-chave para ‌viabilizar a construção de novos data centers, que são grandes consumidores de energia. O espaço para receber esses empreendimentos no sistema elétrico nacional é uma das vantagens do Brasil em relação a outros mercados que buscam expandir rapidamente os investimentos em data centers — nos EUA, por exemplo, a questão se tornou um gargalo. Ao todo, 38 projetos de data centers tiveram suas ‌solicitações de acesso aceitas pelo ONS, somando cerca de 7,04 GW. A maioria está concentrada no Sudeste, especialmente no Estado de São Paulo, com 20 empreendimentos totalizando 3,9 GW. Esses pedidos se referem a projetos que já tramitavam ‍no Ministério de Minas e Energia antes de o governo editar, em dezembro do ano passado, decreto criando uma nova política para ⁠que grandes consumidores e geradores de energia possam se conectar à rede de transmissão nacional. Conforme o decreto, os projetos que já ‌haviam sido encaminhados ao governo poderiam continuar o processo sob a regra anterior, desde que apresentassem garantia financeira. Já empreendimentos futuros que precisem se conectar à rede elétrica, tanto de grandes cargas como de geração, precisarão concorrer ‍pelos acessos em uma ⁠espécie de “leilão”, que ocorrerá em temporadas periódicas abertas pelo ONS.Continua após a publicidade Além dos data centers, o ONS também aprovou a emissão de pareces de acesso para cinco solicitações relativas a projetos de hidrogênio verde, empreendimentos industriais ou de mineração, no total de 258,6 MW. O ONS destacou que os projetos aprovados ainda serão avaliados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) quanto à necessidade de elaboração, revisão ou de dispensa de apresentação do Estudo de Mínimo Custo Global (EMCG).

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Após lançamento oficial durante a COP 30, em Belém, esta será a primeira operação comercial dos ativos, que receberão os Selos CCEE Origem e I-REC ITAIPU A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Itaipu Binacional anunciam nesta terça-feira (03) a primeira chamada para realização de um mecanismo concorrencial de venda de Certificados Internacionais de Energia Renovável (I-RECs) da usina. A iniciativa marca um avanço relevante para o setor elétrico brasileiro, ao unir a maior geradora de energia limpa da América Latina e a expertise técnica e excelência da CCEE, responsável pela operacionalização do processo concorrencial. Os certificados, referentes à geração da hidrelétrica em 2025, serão rastreados por meio da Plataforma Brasileira para a Certificação de Energia Renovável e receberão o Selo CCEE Origem, que assegura a integridade ambiental dos ativos. Serão ofertados certificados que representam uma parcela da energia gerada por Itaipu. Cada I-REC contará com toda a garantia de qualidade de Itaipu, empresa de referência no mercado internacional, e com a transparência total oferecida pela Câmara e suas soluções de Certificação. “A Plataforma Brasileira para a Certificação de Energia Renovável foi desenhada justamente para viabilizar operações dessa magnitude. Ao operacionalizar este mecanismo concorrencial para Itaipu, a CCEE reafirma seu papel de garantidora da integridade dos certificados que vão impulsionar a descarbonização da economia brasileira de forma segura e auditável”, destaca Alexandre Ramos, Presidente do Conselho de Administração da CCEE. As empresas que se utilizarão desses I-RECs receberão ainda o Selo I-REC ITAIPU, o que demonstra o seu apoio a um extenso grupo de projetos socioambientais que a usina desenvolve, beneficiando o meio ambiente e as comunidades ao seu redor.  “O ingresso da Itaipu no mercado de certificação é um marco histórico para a empresa, e reafirma o compromisso da binacional com a promoção de práticas sustentáveis e com a transição energética”, afirma André Pepitone, Diretor Financeiro Executivo da Itaipu Binacional. O mecanismo concorrencial será realizado de forma on-line entre os dias 23 e 25 de fevereiro de 2026. Na última quinta-feira (05), as organizações realizaram uma live para detalhar as regras de habilitação e explicar como deve ser o uso da plataforma de comercialização para os interessados. Clique aqui e assista.  Histórico A Itaipu Binacional estreou no mercado de I-RECs em 2025, após o lançamento oficial de seus certificados durante a COP30, em Belém. A novidade amplia a oferta da empresa de soluções para a diversificação de ações relacionadas a transição energética. Estima-se que, com a emissão lastreada pela geração da usina, o segmento tenha um salto de 73 milhões de ativos comercializados no ano passado para cerca de 90 milhões em 2026. Lançada em outubro de 2024, a Plataforma Brasileira para a Certificação de Energia Renovável da CCEE foi desenvolvida para conferir um novo patamar de governança ao mercado de certificados no Brasil, utilizando a base de dados de medição da Câmara para garantir a rastreabilidade total dos ativos desde a geração até o consumo. No caso de Itaipu, a plataforma assegura que cada I-REC emitido possua o Selo CCEE Origem, promovendo o desenvolvimento de um mercado relativamente novo no país, ampliando a credibilidade dos ativos emitidos e contribuindo com a atração de investimentos de empresas comprometidas com a economia verde. Detalhes do Mecanismo Concorrencial   O edital completo com todas as informações sobre o mecanismo concorrencial, junto com os formulários de inscrição, está disponível no Portal da CCEE. Os interessados em participar devem observar as seguintes etapas:

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Cenário climático mais incerto começa a ser considerado nas projeções para este ano O atual episódio de La Niña, que marcou o ciclo climático de 2025–2026, está claramente em fase de enfraquecimento. Em termos simples, isso significa que o resfriamento abaixo da média das águas do Pacífico equatorial — marca registrada da La Niña — está desaparecendo, reduzindo sua capacidade de influenciar o clima global de forma persistente. Os principais centros internacionais de monitoramento climático convergem nesse diagnóstico. A NOAA, agência oficial dos Estados Unidos responsável pelo monitoramento do clima e dos oceanos, indica alta probabilidade de transição para a fase neutra ainda no primeiro trimestre do ano. O mesmo diagnóstico é compartilhado pelo International Research Institute for Climate and Society (IRI), centro ligado à Universidade de Columbia e referência internacional em previsões climáticas. A convergência entre essas instituições reforça a leitura de que o atual ciclo de La Niña caminha para o fim no curto prazo. Com essa fase neutra do sistema climático do Pacífico, em que não há nem La Niña nem El Niño, as temperaturas do oceano ficam próximas da média histórica, o que tende a reduzir extremos climáticos globais organizados, embora não elimine a ocorrência de eventos regionais de chuva ou calor intensos. O ponto de maior interesse, porém, está mais adiante no calendário. Os modelos climáticos começam a mostrar sinais de aquecimento progressivo das águas do Pacífico equatorial ao longo do segundo semestre, elevando a chance de formação de um El Niño ainda em 2026. Essa leitura, no entanto, vem acompanhada de uma ressalva técnica importante: o sistema climático entra, entre março e maio, na chamada spring predictability barrier, um limite natural da capacidade de prever o comportamento do El Niño e da La Niña quando as projeções são feitas entre março e maio. Em outras palavras, um sinal de El Niño existe, mas ainda não é definitivo. Para o mercado, essa possível transição não é apenas um detalhe meteorológico. A expectativa de El Niño introduz o que analistas chamam de risco climático assimétrico: um tipo de risco em que os impactos negativos potenciais tendem a ser mais intensos e concentrados do que os benefícios, afetando de forma desigual regiões, setores e cadeias produtivas.

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Marisa Wanzeller, da Agência iNFRA Agentes eólicos e solares tiveram prejuízo de R$ 6,5 bilhões por cortes de geração obrigatórios, conhecidos como “curtailment”, em 2025. A constatação está em estudo realizado pela Volt Robotics. Segundo a consultoria, cerca de 20% da energia que poderia ter sido gerada por esses empreendimentos ao longo do ano foi desperdiçada, o equivalente a 4.021 MWmed (megawatt médios). Segundo o estudo, os meses com mais volume de cortes foram agosto, setembro e outubro. Já em novembro e dezembro foi observada uma redução, em parte pelo fim da chamada “safra dos ventos” – período em que há maior incidência de ventos especialmente no Nordeste – mas também por “ajustes operacionais pontuais”. A consultoria também aponta que o sistema operou próximo ao limite inferior de segurança, com risco de apagão por excesso de geração, em 16 dias do ano de 2025, enquanto em 2024 essa situação ocorreu em apenas um dia. Esse “salto” é consequência de uma “transformação estrutural”: “A quantidade de energia renovável (solar, principalmente) cresceu tão rapidamente que o sistema elétrico não conseguiu acompanhar”, diz. “Algumas medidas impediram que um cenário crítico se materializasse durante as festas de fim de ano. Sazonalidades climáticas e decisões operativas, como redução do despacho térmico, foram determinantes para manter o sistema longe do limite”, destaca a consultoria. Contudo, ressalta que ainda é necessária uma solução estruturante para o problema. “Para além de uma reformulação do sistema, o engajamento dos consumidores poderá ser um fator relevante. O desenho de tarifas horárias eficientes, capazes de gerar benefícios atrativos aos consumidores, e uma comunicação clara com a população serão essenciais.” Fonte: Agência iNFRALink da Matéria

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O primeiro leilão de baterias de armazenamento de energia do Brasil, previsto para abril, pode colocar frente a frente a Tesla, de Elon Musk, e grandes empresas chinesas do setor elétrico e industrial. O movimento aparece na consulta pública aberta pelo governo para discutir as regras do certame, etapa preliminar que antecede a publicação do edital definitivo. A Tesla apresentou duas contribuições formais ao processo. Já a Petrobras enviou uma manifestação, assim como a Huawei, multinacional chinesa. As contribuições tratam de aspectos técnicos do leilão, como modelo de contratação, requisitos de potência, prazos de suprimento e critérios operacionais para integração das baterias ao Sistema Interligado Nacional O tema ganhou força nesta semana após a intensificação da agenda internacional do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na China. Durante a viagem oficial, o ministro se reuniu com ao menos quatro grandes empresas do setor, entre elas Huawei, CATL (Contemporary Amperex Technology), Envision Energy e o grupo SANY. O principal objetivo dos encontros foi apresentar aos investidores chineses o desenho do primeiro leilão de baterias do país e atrair a participação dessas companhias no certame, considerado estratégico para a segurança do sistema elétrico brasileiro. As baterias de armazenamento funcionam como grandes reservatórios de energia. Elas permitem estocar eletricidade nos momentos de sobra na rede, especialmente em períodos de forte geração solar e eólica, e liberá-la nos horários de maior consumo. Na prática, a tecnologia ajuda a resolver o chamado “curtailment”, quando usinas renováveis precisam reduzir a geração por excesso de oferta, além de diminuir a dependência de termelétricas e reforçar a estabilidade do sistema. O leilão de baterias será voltado exclusivamente à contratação de novos sistemas de armazenamento, com contratos de potência de reserva de dez anos e início de suprimento previsto para agosto de 2028. A expectativa do governo é que o certame marque a entrada definitiva do Brasil no mercado global de armazenamento de energia em larga escala. Sistemas desse tipo já são amplamente utilizados em países como Estados Unidos, China, Austrália e membros da União Europeia, especialmente em redes com elevada participação de energia limpa. Fonte: CNN BrasilLink da Matéria

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