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A transição para uma nova concessionária de energia na Grande São Paulo caso o contrato com a Enel seja encerrado ainda não tem roteiro inteiramente definido. A situação, afinal, é inédita: nunca na história do país um operador do setor elétrico teve contrato rescindido por meio de processo de caducidade, medida extrema que é decretada quando se entende que a empresa não tem mais condições de manter o serviço público. Na última terça-feira (7), todos os cinco diretores Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) votaram pela abertura do procedimento, por considerarem insatisfatório o desempenho da Enel diante de uma série de apagões prolongados nos últimos anos – o mais recente, em dezembro passado, deixou 4,4 milhões de clientes sem luz. A distribuidora terá 30 dias para apresentar a sua defesa. Ao final do prazo, se os argumentos forem considerados insuficientes, o órgão regulador poderá recomendar a rescisão contratual ao Ministério de Minas e Energia (MME). A decisão final pelo governo do presidente Lula (PT) não tem prazo definido por lei. Quem vai assumir a operação? De acordo com especialistas ouvidos pelo g1, uma vez decretada a caducidade, o governo federal tem dois caminhos principais para garantir a continuidade do serviço enquanto prepara uma licitação para contratar novo operador: Considerada mais provável por Edvaldo Santana, ex-diretor da Aneel, a primeira opção ocorre com a nomeação de um interventor, escolhido por sua experiência no setor elétrico, que passa a comandar a distribuidora. Esse processo não interrompe a operação da empresa nem implica, automaticamente, a troca de diretores ou funcionários. Com plenos poderes de gestão, o interventor pode contratar pessoal, caso identifique gargalos operacionais. Um de seus papéis centrais é organizar o diagnóstico da empresa, levantar a situação dos ativos e da rede e preparar, em conjunto com a Aneel, a nova licitação que definirá o futuro operador do serviço. Para Santana, a intervenção é a alternativa mais segura, porque evita o risco de deixar a operação com uma empresa “de saída” e concentra no governo a responsabilidade direta pela continuidade e pela qualidade do serviço durante a transição. Vista da subestação da Enel no bairro do Anhembi, na Zona Norte da cidade de São Paulo. — Foto: BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO A alternativa à intervenção formal consiste no reforço do controle sobre a gestão e as finanças da concessionária pela Aneel para evitar a deterioração do serviço enquanto um plano de transição é elaborado. Segundo o jurista Fernando Vernalha, especialista em direito público e concessões, a medida busca evitar o chamado “risco moral” — quando o operador, sabendo que o contrato será extinto, passa a negligenciar investimentos, manutenção ou atendimento aos usuários. “Essa cautela tem objetivo de garantir a continuidade da prestação de serviço, pois há riscos envolvidos já que é um serviço público essencial que não pode ser interrompido. Não é simples, em se tratando de energia elétrica há uma série de complexidades inerentes”, afirmou ao g1. Ventania derruba árvores, causa apagão e prejudica atendimentos em hospital Como será escolhida a nova distribuidora? A regra geral é a realização de uma nova licitação para escolher quem vai assumir a concessão. Esse processo é organizado pela Aneel, com autorização do poder concedente, e exige estudos técnicos e econômicos feitos em conjunto com o operador sob intervenção. Também existem alternativas menos comuns, como a transferência assistida do controle societário ou do próprio contrato de concessão, mas essas hipóteses dependem de renegociação e, segundo os especialistas, não interrompem automaticamente o processo de caducidade. Isso significa que eventual compra da distribuidora por outro grupo teria que acontecer antes da ruptura ser efetivada, de acordo com os especialistas ouvidos pelo g1. Como a Enel será indenizada? A concessionária tem direito a indenização, mas como a extinção decorre de falhas na prestação do serviço, o valor é limitado aos investimentos que não foram completamente amortizados. A conta inclui ativos considerados bens reversíveis que passam para a União ao fim do contrato, como redes, equipamentos e infraestrutura. No entanto, esse valor não será pago de forma simples: haverá um “encontro de contas”, no qual o governo descontará do montante as multas aplicadas à distribuidora que ainda não foram quitadas, de acordo com Fernando Vernalha. A Enel SP acumula mais de R$ 374 milhões em multas aplicadas pela Aneel por falhas no serviço, a maioria pendente de pagamento. Segundo Edvaldo Santana, a Aneel monitora continuamente o valor dos ativos que a empresa ainda tem a recuperar nos processos de revisão tarifária periódica. A estimativa é de uma indenização bilionária. Por meio de nota, a Aneel disse que “o assunto encontra-se ainda em fase de instrução, portanto essas informações ainda estão sendo levantadas”. Carro de energia da Enel faz reparos em poste de luz da Avenida Sapopemba, Zona Leste de SP. — Foto: Rodrigo Rodrigues/g1 Existe risco de judicialização? Especialistas avaliam que a Enel deve contestar a decisão caso seja decretado o rompimento do contrato. A empresa pode pedir reconsideração à Aneel, recorrer ao Judiciário ou acionar mecanismos de arbitragem. Segundo Vernalha, a validade do decreto de caducidade pode ser questionada sob o argumento de que as falhas ocorreram por causa de eventos climáticos imprevisíveis e problemas na poda de árvores (que fogem à sua responsabilidade direta). Edvaldo Santana também aposta em disputa judicial, dada a importância da concessão paulista para o grupo italiano. “Perder isso por incapacidade, que é o caso, é muito crítico. Ela vai lutar bastante”, disse. Especialistas alertam que essa disputa pode se arrastar por anos, possivelmente avançando para além de 2028, data prevista para o término original da concessão. Com sede na capital paulista, a Enel SP atende a mais de 8 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da Região Metropolitana.

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da Agência iNFRA A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) divulgaram a 1ª Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga para o planejamento da operação energética entre 2026 e 2030. A estimativa aponta crescimento médio anual de 4,0% da carga no SIN (Sistema Interligado Nacional). Para 2026, a projeção é de alta de 3,1%, com a carga global alcançando 83.826 MW (megawatts) médios ao final do ano. Já para 2030, a expectativa é de que o consumo chegue a 98.824 MW médios. O cenário considera fatores como a expansão da micro e minigeração distribuída, o avanço dos data centers e a integração de Roraima ao subsistema Norte, concluída em 2025. Na comparação com a previsão anterior do plano 2026-2030, houve leve revisão para baixo, com redução média anual de 283 MW médios (-0,3%). A estimativa de crescimento do PIB para 2026 também foi ajustada de 2,1% para 2,0%, enquanto as projeções para os anos seguintes foram mantidas.

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TÓQUIO — Em 2011, um colapso em uma usina nuclear no Japão levou governos ao redor do mundo, de Taiwan à Itália, a se afastarem de forma decisiva e rápida da energia atômica. Quinze anos depois, um tipo diferente de crise energética está acelerando um movimento de retorno. A guerra no Oriente Médio deve cortar do mercado mundial milhões de toneladas de gás natural liquefeito, combustível amplamente usado para geração de energia em toda a Ásia. Mesmo na Europa e em outras regiões com acesso contínuo ao gás, a redução da oferta de energia está fazendo os preços dispararem. Em resposta, a energia nuclear, vista pelos países como uma fonte alternativa menos vulnerável a choques externos, está ganhando novo apoio até mesmo em alguns dos lugares historicamente mais antinucleares. Em Taiwan, onde o partido governante se opõe à energia nuclear há décadas, o presidente Lai Ching-te afirmou no mês passado que a ilha deveria se manter aberta à energia nuclear como forma de atender à crescente demanda energética. A mudança representou uma ruptura brusca com a estratégia energética anterior. Após o desastre de 2011 — quando um terremoto e um tsunami provocaram um triplo colapso na província japonesa de Fukushima — Taiwan adotou a política de um “território livre de energia nuclear”. A ilha desligou seu último reator em maio de 2025. No último mês, o abastecimento de energia de Taiwan foi pressionado pela guerra no Oriente Médio. A eliminação gradual da energia nuclear deixou a ilha perigosamente dependente de importações para quase todas as suas necessidades energéticas, justamente quando sua crucial indústria de semicondutores exige mais eletricidade. Taiwan obtém cerca de um terço de seu GNL do Catar, o que levou autoridades a correrem atrás de carregamentos adicionais dos Estados Unidos. Dias após as declarações de Lai, a empresa estatal de energia de Taiwan, Taipower, apresentou um plano para reativar uma das usinas nucleares da ilha. A decisão do presidente “surpreendeu muitas pessoas, incluindo membros de seu próprio partido”, disse Titus Chen, vice-diretor de um instituto de pesquisa da Universidade Nacional Chengchi, em Taipei. Diante de décadas de preocupação com a construção de usinas e o armazenamento de combustível e resíduos em uma ilha sujeita a terremotos, ele afirmou que a oposição do partido governante à energia nuclear “havia se tornado quase intocável”. Mudanças semelhantes são visíveis em toda a Ásia, que compra cerca de 90% do gás natural liquefeito produzido no Oriente Médio. No Japão, que desativou toda a sua frota nuclear após o desastre de 2011, reguladores decidiram na semana passada alterar exigências antiterrorismo para, na prática, evitar o desligamento de alguns reatores em operação e facilitar novas reativações. Na Coreia do Sul, o governo afirmou no mês passado que aceleraria os trabalhos em cinco das dez usinas nucleares em manutenção para que pudessem voltar a operar mais cedo. Mesmo que a turbulência no Oriente Médio diminua, o choque de oferta — e o fato de que as entregas de GNL provavelmente continuarão interrompidas por anos — está dando aos países “mais um motivo para impulsionar a energia nuclear”, disse Tatsuya Terazawa, CEO do Instituto de Economia de Energia do Japão, um centro de estudos. As respostas de Japão e Taiwan, cujas políticas energéticas foram reformuladas após o desastre de Fukushima, são relevantes, disse Terazawa, porque tendem a influenciar a posição nuclear de outros países. “Isso tem um contexto global”, acrescentou. Em algumas partes do mundo, a crise energética está acelerando uma guinada nuclear que já estava em curso, impulsionada pela demanda de energia da inteligência artificial e dos data centers. Nos Estados Unidos, o governo tem apoiado a retomada da indústria nuclear com bilhões de dólares em garantias de empréstimos federais e créditos tributários. Antes da guerra, especialistas estimavam que a energia nuclear no país precisaria triplicar até 2050 para atender à crescente demanda. A China vem ampliando sua capacidade nuclear ainda mais rapidamente. “O conflito no Oriente Médio terá implicações de longo prazo para a energia nuclear”, disse David Brown, diretor de pesquisa de transição energética da consultoria Wood Mackenzie. Interrupções prolongadas no fornecimento e preços elevados de energia “podem destravar um novo nível de apoio político”. Ainda assim, ele afirmou que a energia nuclear terá custo elevado: “A capacidade de financiar nova capacidade nuclear e expandir políticas para a cadeia de suprimentos são as respostas de política pública a observar nos próximos meses.” Para alguns, a aceleração da energia nuclear não é uma boa notícia. Em 11 de março, no 15º aniversário do desastre de Fukushima, o Citizens’ Nuclear Information Center, uma entidade de vigilância no Japão, divulgou uma declaração lamentando o que descreveu como uma política energética nacional que prioriza a expansão nuclear em detrimento da segurança pública. No dia anterior, a cerca de 10 mil quilômetros a oeste de Tóquio, dezenas de países se reuniram em Paris para trabalhar em direção à meta de triplicar a capacidade global de energia nuclear até 2050, um objetivo estabelecido em 2023. Ao todo, 38 países aderiram, incluindo quatro que apoiaram a meta pela primeira vez no mês passado: Bélgica, Brasil, China e Itália. A Itália, em particular, chamou atenção. Em 2011, poucos meses após o desastre de Fukushima, a Itália realizou um referendo nacional no qual mais de 90% dos eleitores rejeitaram um plano do governo para retomar o programa nuclear do país. A votação paralisou, na prática, as ambições nucleares italianas por mais de uma década, consolidando sua dependência de eletricidade importada e gás natural. Agora, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni propôs uma lei para desenvolver novas tecnologias nucleares, com o objetivo de fazer com que a energia nuclear responda por 11% a 22% da demanda de eletricidade até 2050. O plano está em tramitação no parlamento. Na Suíça, que também adotou uma política de abandono gradual da energia nuclear após o colapso de Fukushima, o parlamento discute uma proposta para suspender a proibição de construir novas usinas nucleares. A medida pode, no fim, ser submetida a votação nacional. O principal obstáculo

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A guerra no Irã desencadeou a pior crise energética já registrada no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), com efeitos imediatos sobre mercados, abastecimento e preços. Em meio à escalada militar no Oriente Médio e ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz, a instabilidade no fornecimento global de energia se aprofunda, enquanto governos e empresas enfrentam um choque que supera, em magnitude, todas as grandes crises energéticas das últimas cinco décadas. Os mercados financeiros reagiram com cautela à escalada da guerra no Irã. Nesta terça-feira (7), os preços do petróleo se estabilizaram após semanas de alta acentuada, enquanto as principais bolsas de valores registraram ganhos, apesar do agravamento das tensões militares no Oriente Médio. Teerã segue resistindo ao ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto o Exército israelense anunciou uma nova “onda” de ataques em território iraniano. A escalada afeta diretamente infraestruturas energéticas na região do Golfo, enquanto o Estreito de Ormuz permanece no centro das preocupações. O Conselho de Segurança da ONU deve votar nesta terça-feira um texto mais brando sobre a situação da via marítima, quase totalmente fechada por Teerã desde o início do conflito. O estreito é uma artéria crucial para o fornecimento global de hidrocarbonetos. Em entrevista publicada nesta terça-feira no jornal francês Le Figaro, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, classificou a crise energética atual como a pior já vivida pelo mundo. Segundo ele, a guerra no Oriente Médio provocou uma interrupção no fornecimento de energia sem precedentes, mais grave do que as crises de 1973, 1979 e 2022 somadas. “Esta guerra está bloqueando uma das artérias da economia global. Não apenas petróleo e gás, mas também fertilizantes, produtos petroquímicos, hélio e muitas outras coisas”, afirmou. “Março foi muito difícil, mas abril será muito pior”, alertou Birol, ecoando declarações semelhantes feitas na semana passada. O dirigente da AIE advertiu que, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado durante todo o mês de abril, a perda de petróleo bruto e de produtos refinados será o dobro da registrada em março. Segundo ele, 75 infraestruturas energéticas foram atacadas e danificadas desde o início do conflito, e mais de um terço delas foi gravemente ou muito gravemente afetado, o que compromete os esforços de restauração. No curto prazo, segundo Birol, os países terão de usar a energia “da maneira mais prudente possível”, apostando na conservação e na melhoria da eficiência energética. Crise deve acelerar transição Apesar do cenário sombrio, o chefe da AIE apontou razões para otimismo no médio e longo prazos. Para ele, a crise deve acelerar uma transformação profunda do sistema energético global. “A arquitetura do sistema energético global mudará”, afirmou, ressaltando que a geopolítica da energia será profundamente transformada, ainda que esse processo leve anos e não resolva a crise imediata.Continua após a publicidade Birol destacou que algumas tecnologias devem avançar mais rapidamente, especialmente as energias renováveis. “As energias solar e eólica podem ser instaladas muito rapidamente. Haverá uma transição para as energias renováveis em questão de meses”, disse. Ele também acredita que a crise deve dar novo impulso à energia nuclear, incluindo os pequenos reatores modulares, além da extensão da vida útil de usinas existentes. Os veículos elétricos, segundo ele, também devem se desenvolver com mais rapidez. Europa sob pressão Na Europa, a dependência de combustíveis fósseis importados voltou ao centro do debate. Em uma nota divulgada nesta terça-feira, o Banco Central Europeu (BCE) alertou que essa dependência é uma das principais vulnerabilidades do continente e ameaça a missão da instituição de manter a estabilidade de preços. “A dependência energética da Europa está complicando cada vez mais a tarefa de manter a estabilidade de preços”, escreveu Frank Elderson, membro do Conselho Executivo do BCE, em um post em seu blog. Ele defendeu investimentos em energia limpa e produzida localmente como forma de reduzir essa fragilidade estrutural. Na França, os impactos já são palpáveis. De acordo com o governo, 18% dos postos de gasolina estão temporariamente sem estoque de ao menos um tipo de combustível. Problemas logísticos após o feriado prolongado da Páscoa explicam a escassez em cerca de um em cada cinco postos. As autoridades, no entanto, insistem que não há falhas de abastecimento e preparam um novo auxílio direcionado para responder ao descontentamento persistente em diversos setores da economia.Continua após a publicidade Aviação afetada O setor aéreo também sente diretamente os efeitos do que líderes do setor descrevem como um novo “choque do petróleo”. Em entrevista publicada nesta terça-feira no jornal La Tribune, Pascal de Izaguirre, presidente da Federação Nacional de Aviação Civil Francesa (Fnam) e CEO da Corsair, afirmou que aumentos nos preços das passagens e cancelamentos de voos são “inevitáveis”. “Os aumentos nos preços das passagens estão se tornando generalizados e são inevitáveis”, declarou. Segundo ele, o cenário é agravado pelo aumento do preço do querosene, pelo prolongamento do tempo de voo devido a desvios e pela suspensão de rotas para países afetados por restrições de sobrevoo. De Izaguirre também alertou para o risco de escassez de querosene nas próximas semanas. “Podemos esperar novos aumentos de preços nos próximos meses, caso a situação persista”, disse, ressaltando que não será possível fazer ajustes retroativos nas tarifas. De acordo com a Fnam, o preço de uma tonelada de combustível saltou de US$ 750 antes do conflito para US$ 1.900 no início de abril. Com isso, a participação do combustível nos custos operacionais das companhias aéreas passou de 25% para 45%. Os preços do petróleo dispararam desde que os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desencadearam a guerra, no fim de fevereiro. A reação de Teerã, ao fechar quase completamente o Estreito de Ormuz, reforçou temores sobre o abastecimento global, enquanto as restrições de sobrevoo impostas pela guerra prolongam os tempos de voo e aumentam ainda mais o consumo de combustível pelas companhias aéreas.

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A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica decidiu, por unanimidade, abrir um processo que pode levar ao fim do contrato da Enel na Grande São Paulo. A decisão ocorre após a identificação de falhas na prestação de serviços da empresa, que atende quase seis milhões de clientes na região. O episódio central para a decisão foi o apagão de dezembro de 2025, que afetou mais de quatro milhões de clientes, o terceiro grande blecaute na área desde 2023. Os diretores acompanharam o voto de Gentil Nogueira, que pontuou os motivos para a caducidade da concessão. Com a decisão, a Enel tem prazo de 30 dias para se manifestar. Depois disso, a Aneel vai analisar os novos argumentos da concessionária. Se ainda assim concluir pela rescisão do contrato, a agência encaminha a recomendação ao Ministério de Minas e Energia, responsável pela decisão final. O advogado da empresa, Marçal Justen Filho, defendeu maior cooperação entre os órgãos envolvidos e criticou a possibilidade de caducidade. Já a procuradora-geral do município de São Paulo, Luciana Nardi, afirmou que houve piora na qualidade do serviço, com interrupções prolongadas e prejuízos à população: Em nota, a Enel informou que vai demonstrar, em todas as instâncias, que cumpre os indicadores previstos em contrato e no plano de recuperação apresentado em 2024 ao regulador.

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Projeções da TR Soluções também indicam alta média da ordem de 11% nas tarifas residenciais no país e risco de pressão maior com piora das chuvas. As variações nas tarifas de energia elétrica devem adicionar cerca de 0,4 ponto percentual à inflação oficial do país (IPCA) em 2026, segundo projeções da TR Soluções, empresa especializada em modelagem tarifária. A estimativa considera os efeitos diretos dos reajustes das concessionárias nas contas de luz dos consumidores de energia elétrica nas principais regiões metropolitanas, com base na metodologia e nos pesos definidos pelo IBGE. Na avaliação do diretor de regulação da empresa, Helder Sousa, a conta de luz deixou de ser um problema do setor elétrico e passou a ser uma questão também para o Banco Central, já que já que os reajustes passaram a ter impacto relevante sobre a inflação, influenciando diretamente a condução da política monetária. “É importante ressaltar, contudo, que essa estimativa reflete um cenário-base que isola apenas os reposicionamentos tarifários”, alerta Sousa. A situação pode ser ainda pior. Caso haja deterioração das condições hidrológicas, com redução do nível dos reservatórios das hidrelétricas, o impacto pode ser maior, já que o modelo desconsidera o acionamento de bandeiras tarifárias ao longo de 2026, mas considera a manutenção das atuais alíquotas de ICMS e PIS/Cofins. “Caso o sistema elétrico enfrente um cenário de estresse hídrico que exija o acionamento das bandeiras, a pressão inflacionária da energia sobre o índice final poderá ser maior”, destaca Sousa. Alta das tarifas pode chegar a 11% Quanto às tarifas, a estimativa da TR Soluções é que, em média, tenham alta na faixa de 11% para os consumidores residenciais. Os cálculos foram feitos com base no Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia (Sete) da empresa, que aplica os procedimentos de regulação tarifária para cada uma das 51 concessionárias de distribuição de todo o Brasil. A projeção da TR Soluções é maior do que a perspectiva da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgada em meados de março no “Info Tarifas”, que prevê que as contas de luz no Brasil devem subir 8% em 2026. O percentual da TR representa quase o triplo da estimativa do mercado para o IPCA, índice oficial de inflação, projetado em 4,1% no último boletim Focus do Banco Central. Custos e clima pressionam tarifas As principais causas dos aumentos são as variações dos custos dos contratos de compra de energia e das tarifas de transmissão, além da pressão da hidrologia, ou seja, o risco de um ano menos chuvoso nos reservatórios das principais hidrelétricas do Brasil. Além disso, a projeção considera o início do fornecimento, a partir de agosto, de usinas contratadas por meio do Leilão de Reserva de Capacidade que somam mais de 2 GW e cujo efeito deve ser observado nos processos tarifários de maio em diante. “Isso deve empurrar a conta para cima, em cerca de 0,6% via encargos” Já no caso das distribuidoras que passaram por evento tarifário no primeiro quadrimestre, o impacto dessas usinas na tarifa será percebido apenas a partir de 2027. Alívios parciais nos custos Apesar das pressões, alguns fatores devem ajudar a conter parte dos aumentos. O custo do serviço de distribuição deve crescer abaixo da inflação, e os subsídios da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) tendem a ter menor impacto. Isso ocorre porque a Lei nº 15.269/2025 passou a incluir os consumidores livres no rateio desses subsídios, ampliando a base de contribuição. Vale lembrar que os subsídios foram responsáveis por 18,07% da tarifa dos consumidores residenciais. Além disso, o fim da maior parte dos contratos do leilão emergencial realizado durante a crise energética de 2021 também contribui para aliviar os custos do sistema. Consumidor livre deve sentir impacto nuclear Por outro lado, consumidores do mercado livre vão enfrentar aumento de custos devido à mudança no rateio da energia das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A alteração, prevista na Lei 15.235/2025, deve acrescentar cerca de R$ 10 por megawatt-hora (MWh) às despesas desses consumidores.

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